
Antigo concelho formado em época indeterminada do século XIII, através do núcleo colonial de origem italiana dirigido por Roberto de Pavia, foi extinto em 1838 e anexado, cumulativamente aos das Águias e Cabeção, à vila de Mora. A freguesia conta actualmente 2724 habitantes.
D. Dinis lhe concedeu o primeiro foral no ano de 1287 e D. Manuel a dotou com o da LEITURA NOVA, em 25-2-1516, códice pergaminácio iluminado, que existe na biblioteca da sede concelhia.
Em tempos de D. Fernando pertenceu aos fidalgos Rodrigo Afonso de Sousa e a D. Álvaro Pires de Castro, irmão de D. Inês de Castro, doando-a o Mestre de Avis a Fernão Pereira, morto traiçoeiramente na cilada de Vila Viçosa, em 1384, passando depois, ao domínio do Condestável D. Nuno Álvares, que a cedeu, de juro e herdade, a seu neto D. Fernando, conde de Arraiolos e futuro 2º duque de Bragança. Esteve, ainda, vinculada a Fernão da Silveira, filho do 1º conde-barão de Alvito, cortesão que implicado na conspiração da nobreza contra o PRINCIPE PERFEITO, veio a morrer apunhalado em Avinhão (1489). O mesmo monarca concedeu o senhorio da vila e sua alcaidaria, ao conde de Borba D. Vasco Coutinho, heroi de Arzila e um dos maiores capitães de África (16-3-1486).



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